Início da Família do Capitão Antonio Jose Leite Bastos no Brasil.

Capitão Antonio Jose Leite Bastos, natural da Villa de Basto, em Portugal. Foi Capitão de Ordenanças de Paranaguá, Paraná. Morreu assassinado por um de seus escravos. Conforme consta na Genealogia Paranaense de Francisco Negrão, 1926, Volume III, páginas de 373 a 397 e Volume V, páginas de 208 a 211.

No Dicionário das Famílias Brasileiras de Carlos Eduardo de Almeida Barata e Antonio Henrique da Cunha Bueno, 1999, Volume I, páginas de 408 e 409, consta que: Família estabelecida no Paraná, à qual pertence ao Capitão Antonio Jose Leite Bastos, falecido antes de 1821, que deixou geração de seu casamento com Emilia Maria do Rosario.

Capitão Antonio Jose Leite Bastos, morador da Rua do Terço, alugada, negociante, proprietário de três escravos e natural do Porto, casado com 26 anos, informações de Allan Thomas Tadashi Kato do CEDOPE - Centro de Documentação e Pesquisa de História dos Domínios Portugueses.

História do Sobrenome BASTOS.

Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos BASTOS, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal. O rei castelhano, Juan I, reclamava a coroa de Portugal através de seu casamento com a Rainha Beatriz, a filha do último rei de Portugal. A grande maioria dos portugueses, incluindo muitos dos patrióticos membros da família BASTOS, não estavam dispostos a aceitar um rei castelhano, razão pela qual escolheram como seu líder a João de Aviz, que se iriam juntar à luta que estava para vir por Nuno Álvares Pereira, o “Condestável”. Juan I invadiu Portugal confiante no valor de seu exército, que contava com vinte e dois mil cavaleiros e soldados, e esperava o apoio de nobres portugueses que o tinham como legítimo herdeiro. Ao contrário, João, que tinha sido proclamado rei de Portugal há apenas quatro meses atrás, estava apto para reunir tão somente uns meros sete mil homens. Não obstante, o prestígio do Chefe Pereira, ganho através de suas vitórias em incursões do ano precedente, inspirou entre a milícia de seus comandados e soldados, os quais podem ter incluído heróicos membros da família BASTOS, a garantia da necessidade de uma condição de vitória. Uma vez que a direção dos castelhanos tornou-se clara, Pereira propôs um plano que acarretaria no bloqueamento das linhas inimigas em avanço e, então, procederia à ofensiva, tendo manejado seus inimigos em terrenos que anularia a vantagem numérica dos invasores.

A despeito da desconfiança de alguns comandantes portugueses em adotar uma estratégia agressiva contra um oponente numericamente superior, o ritmo dos acontecimentos tiveram poucas alternativas para escolha de ações e os ainda indecisos foram forçados a seguir o audacioso desígnio do Condestável, que saiu de Abrantes com o exército levantado e seguiu para Lomar. Os portugueses procederam para prevenir o avanço dos castelhanos em Lisboa e Pereira colocou suas forças numa colina defensiva ao norte e a oito quilômetros ao sul de Leiria. Ali, com encostas ásperas para ambos os lados, a posição defensiva tinha a vantagem da inclinação sobre o campo do atacante. Os cavaleiros castelhanos, acreditando na sua própria superioridade e ignorantes do terreno, resolveram atacar. O triunfo português em Aljubarrota, uma fonte de honra para todos, incluindo os atuais portadores do nome de família BASTOS, não só preservou a sua independência nacional, mas também marcou a supremacia política das classes burguesas de Portugal, que tinham preparado e feito a revolução de 1383 e escolhera a João de Aviz como rei, demonstrando a vantagem da infantaria, organizadas de maneira democrática, que lentamente iam anulando o valor da cavalaria medieval.

“Em Basto de Cabeceiras tiveram sua guarida os de família sabida dos BASTOS em terras primeiras algum tempo conhecidas.” (Manoel de Souza da Silva).

Em Portugal e na Espanha, sobrenomes derivados de nomes de lugares estão em uso desde a metade do século IX. Estes nomes não eram, contudo, verdadeiros nomes hereditários uma vez que eles tinham a tendência de mudar de uma geração para outra. Apenas no século XII é que se começa a encontrar a prática de passar o mesmo sobrenome aos descendentes. O sobrenome BASTOS é classificado como sendo de origem habitacional. Este termo se refere aos sobrenome dos quais a origem se encontra no lugar de residência do portador original. Nomes habitacionais nos dizem de onde foi saído o progenitor da família, seja uma cidade, vila ou um lugar identificado por uma característica topográfica. No que diz respeito ao sobrenome BASTOS, este derivado do lugar de nome “Cabeceiras de Basto”. O nome “basto” vem da palavra espanhola “bastir” e significa “provisão”.

Segundo geanologistas, esta família descende de D. Egas Gomes Barroso, pai de D. Gomes Diegas de Basto, primeiro a usar este sobrenome, que viveu em Cabeceiras de Basto onde possuía muitas terras. D. Gomes Diegas de Basto viveu durante os reinados de D. Afonso II, D. Sancho II e D. Afonso III. Esteve com embaixador Rui Gomes de Briteiros no Concilio de Leão em 1245, onde depôs o rei D. Sancho II e se nomeou governador do reino o seu irmão. Outra antiga referencia a este nome é o registro de Balthazar de Basto (1626 – 1700), religioso e teólogo português. No Brasil lemos o registro de Maria BASTOS, filha de Manoel Carneiro BASTOS e Izabel Vieira, batizada em São Paulo, em 19 de maio de 1771.

Uma das figuras muito admiradas e reverenciadas pelos portugueses, sem dúvida incluindo passados e atuais membros da ilustre família BASTOS, é a Santa Elizabeth de Portugal (1271-1336), também conhecida como “A Pacificadora” e “A Rainha Santa”. Filha de Pedro III de Aragão, ela foi chamada por sua tia, Santa Elizabeth da Hungria e foi casada com rei Dinis de Portugal em 1282, um evento conhecido por alguns membros da família BASTOS. Elizabeth venceu a corrupção e prazeres da corte real, devotando sua riqueza e energia para atividades caritativas. Quando seu filho Afonso empreendeu uma rebelião contra seu pai, Elizabeth bravamente interpôs-se entre os exércitos oponentes efetuando a contento uma reconciliação. Verdadeira para com seu cognome “A Pacificadora”, Elizabeth morreu em meio à rota para um campo de batalha, onde esperava conseguir a paz entre seu filho, o rei Afonso IV, e o rei castelhano Afonso XI. De fato, os portadores do sobrenome BASTOS podem gloriar-se na rica e colorida história de sua terra, Portugal.

The Historical Research Center.

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